Pesquisa e Prática Pedagógica I - FACE
   
 
 

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Olá pessoal!
Aqui estão os projetos desenvolvidos durante as aulas de Pesquisa e Prática Pedagógica I. Infelizmente, por limitação desse ambiente, não foram publicados na íntegra, mas mostra a riqueza das idéias e até os que precisam passar por revisões e ajustes. O nosso desafio agora é aplicar esses projetos na nossa escola. Não podemos esquecer que ser educador nesse país é estar disposto a uma luta constante e saber-se como um semeador de horizontes, caminhos e esperanças. Vamos lá? Desejo-lhes sucesso e alegrias sempre!

Ah! As fotos foram gentilmente cedidas por Gerval.Valeu!



Escrito por Shirley Maia às 13h15
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Projeto Conhecendo o Galeão

Autoras: Iara Gonçalves dos Anjos, Mônica Marina O. Pintos e Nildes Maria S.Silva

Justificativa:
O Arquipélago que hoje constitui o Município de Cairu é composto por três ilhas povoadas: Ilha de Boipeba, Ilha de  Cairu e Ilha de Tinharé. Essa última por sua vez é a que tem o maior destaque no município, principalmente por ser a ilha que tem o maior número de habitantes.A Ilha de Tinharé é composta por cinco distritos: Morro de São Paulo, Gamboá, Garapuá, Canavieira e Galeão. Dentre estes queremos fazer sobressair o distrito do Galeão.
O Vilarejo do Galeão, apesar de estar situado em um ilha de destaque,é um dos distritos mais discriminados do município,um vez que apresenta a menor renda per capita e não apresenta condições visíveis de desenvolvimento econômico e também não tem atrativos turísticos.Um outro agravante é que quase a totalidade a população é de descendência negra a característica que não é bem vista pelos moradores das outras localidades.
Foram essas questões que nos levaram a construir esse projeto que visa conhecer melhor a nossa história cultural, étnica, econômica e social, para contribuir na valorização e auto estima da comunidade.
Objetivo geral: Romper com a trajetória de discriminação sócio-econômica e cultural que envolve a comunidade do Galeão.
Objetivos específicos: 
1- Conhecer e valorizar a história local no que diz respeito à formação cultural é étnica da população para a valorização da auto-estima. 2- Criar oportunidades de discussões e debates para o reconhecimento da identidade cultural. 3- Propiciar informações que visem a valorização e preservação do ambiente local para a  obtenção de recursos que possam gerar renda. 4- Buscar na própria localidade,maneiras de investimentos sustentáveis que possam também auxiliar na geração de emprego e renda (artesanato,exploração ecológico)  5- Analisar, através de gráficos, os índices econômicos ligados à renda per capita da comunidade. 6-   Mapear o vilarejo do Galeão destacando pontos que possam ser explorados por um possível turismo ecológico.
Metodologia:
As atividades desenvolvidas nesse projeto visam a participação dos professores das áreas de História, Matemática, Geografia, Biologia, Língua Portuguesa e Artes não impedindo a colaboração de outras áreas dos conhecimentos. A seguir, segue uma descrição das atividades, por disciplina, que poderão ser desenvolvidas pelos professores.
História: ·  -Propor pesquisas e debates sobre a origem da localidade e a forma étnica da população.·  -Construir uma linha do tempo destacando os acontecimentos mais importantes da comunidade. · -Propor pesquisa sobre a luta negra contra  o racismo no Brasil.  Geografia: ·   -Mapear o distrito e identificar os pontos que podem ser explorados pelo ecoturismo. ·  -Discutir e elaborar apresentação teatrais sobre os setores da economia que estão presentes na comunidade: (primário, terciário).  Biologia: ·  -Catalogar a diversidade animal e vegetal da vila e gravar um vídeo sobre essa diversidade. ·   -Propor seminários destacando preservação ambiental, utilização dos recursos naturais x desenvolvimento sustentável. Matemática: · -Construção de gráficos que comparem a renda per caipta do distrito do Galeão com os demais distritos do município. ·  -Fazer levantamento estatístico do número de habitantes. Língua Portuguesa: ·  -Elaboração de revistas em quadrinhos sobre a história local. ·  -Leitura e discussão de textos sobre os diversos tipos de racismo: racial, econômico, social....  ·   -Criação de textos poéticos sobre a cultura e o ambiente local. Artes: ·  -Montagem de sarau...



Escrito por Shirley Maia às 12h52
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Projeto Sexualidade com prazer e responsabilidade é garantia da dignidade humana

Autores: Alessandra Perez da Rocha, Evan B. Barreto de Souza, Giovanna Lorena de Souza, Giovany Barreto de Souza e Lourenço Vieira Arsênio

Apresentação:
Nossa cultura ainda está muito arraigada à idéia de que a sexualidade está diretamente relacionada ao ato sexual.
A sexualidade consiste em um conjunto de sensações e sentimentos envolvidos e vai muito além da cópula. São descobertas proporcionais pelo corpo a um simples toque, beijo, carícias, a cujos estímulos o cérebro responde, inundando todo o corpo com emoções diversas, que tomam conta de todo ser, gerando um estado mágico.
A sexualidade não aflora de uma hora para outra. Desde que nascemos o nosso corpo corresponde as carícias de nossos pais, que nos proporciona segurança e conforto.
Mas é claro que na puberdade a sexualidade é mais vivenciada, por causa da ação dos hormônios sexuais sobre o organismo. É exatamente nessa fase que o adolescente inicia a busca de novas emoções, gerando uma grande expectativa diante do desconhecido principalmente no que diz respeito à sua sexualidade.
É a época do começo dos namoros, e com eles as trocas de carícias entre o casal. Beijos,abraços começam a fazer parte do universo do jovem proporcionando-lhe descobertas que contribuirão para o aprendizado da sua sexualidade.
Por isso, um diálogo franco sobre o mundo torna-se essencial para o jovem usufruir cada etapa da sua sexualidade sem angústias e medos.
Justificativa:
A sexualidade, os sentimentos e os comportamentos eróticos são construídos basicamente a partir das experiências afetivas das crianças com a mãe e/ou o pai, ou responsável sofrendo uma definitiva sequência desenvolmentista, como todas as funções humanas, e que a sexualidade adulta é o desenvolvimento ao longo dos anos, iniciados na infância.
Costuma-se ir de encontro à sexualidade, de forma impulsiva, descuidada e muitas vezes correndo riscos de gerar fatores desastrosos à formação mencionada.
É na adolescência que a sexualidade emerge. Período este, em que o adolescente desperta para relações afetivo-sexuais. Os jovens, muitas vezes, entram neste período crítico – divisor de águas com emoções desinformadas e confusas, com sentimentos de culpa e medo no que tange a sexualidade. Não raro, alimentam algumas convicções errôneas que assustam e efetivamente prejudicam o seu crescimento e desenvolvimento.
Juntamente com a família, a escola é o meio privilegiado para que a educação sexual se processe a partir de conjunto de ações programadas. Isto permitirá, a consciência e a reflexão sobre as mensagens não sistematizadas  que são transmitidas pela família, religião, comunidade e mídia, ligadas a sexualidade.
Ciente da sua função primordial, a de promover educação integral do educando, num intuito da formação de vida, a escola deve ser um espaço privilegiado capaz de possibilitar uma reflexão, verbalizando-a e levando a um debate com base no respeito a individualidade.
Com este objetivo, é que este projeto está presente, e para tanto, oferece uma proposta de orientação/educação sexual, partindo do princípio que orientar/educar para o sexo é abrir as portas para uma vida saudável e plena, despindo-se dos preconceitos e, esclarecendo sobre a importância da sexualidade responsável, digna e de responsabilidade da escola.
Objetivos:
Geral:  Identificar, conhecer e processar os conceitos e as atitudes à respeito de valores, tabus e preconceitos relacionados a sexualidade.
Especificos:
·       Levantar dados reais para a necessária percepção da realidade local referente ao tema em discussão, visando subsidiar os jovens em torno de posições técnicas e concepções sociais sobre sexualidade;  
·       Promover a assimilação e aquisição do aprendizado juntamente com criação de novas posturas;
·       Proporcionar ao aluno maior intimidade com a própria vivência de vida no que tange a sexualidade;
·       Identificar e comparar os comportamentos sexuais existentes entre pais e filhos.
Metodologia:
O trabalho a respeito da sexualidade na escola envolve planejamento, ações pedagógicas sistemáticas e parcerias com escolas, famílias e órgãos competentes como: Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Saúde.Contudo, além da observação atenta as manifestações espontâneas dos jovens, integrar-se-á também palestras, jogos, histórias e reflexões de acordo com o quadro em anexo.
A metodologia deverá atingir o aluno de forma mais direta, buscando uma sintonia entre o que se vê, o que se vive, o que se discute, e aquilo que é real, proporcionando ao mesmo uma maior intimidade com a própria vivência, favorecendo novas posturas e maneiras de atuação.
O desenvolvimento deste projeto dar-se-á no período de um mês (maio/2006) com culminância na última semana, onde poderá contar com o apoio de um profissional da saúde.
Avaliação:
Será realizada de forma sistemática durante as exposições, observando e acompanhando o processo evolutivo dos grupos. Ao final das exposições de trabalhos deve ser feito uma avaliação, somando:·       Nível de conscientização e maturação relativa dos grupos; ·       Aquisição de novos conceitos e comportamento.



Escrito por Shirley Maia às 12h43
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Projeto Salário Mínimo

Autores: Gerval Teófilo, Jonas Fróes e Romildo Oliveira
Justificativa:
O tema proposto justifica-se por se tratar de uma Unidade Escolar onde o público, na sua totalidade, são oriundos de famílias de baixa renda, que sobrevivem à margem da linha de pobreza, portanto, trabalhar com a arte de sobreviver com o salário mínimo é  tema vivo e atual o que certamente dinamizará o estudo proposto.
Objetivos:
Geral:  Conscientizar as famílias e indivíduos a gerenciar custos e contenção de gastos, aproveitando sua renda, concorrendo para a melhoria da condição sócio-econômica.
Específicos:
·       Conhecer as diferentes despesas proporcionadas no ambiente familiar.
·       Sensibilizar os alunos para entender as condições sócio-econômicas em que vivem;
·       Conhecer a importância do uso racional dos bens de consumo;
·       Definir de que forma o aluno poderá contribuir para minimizar os custos da família. 
Metodologia:
Para consecução dos objetivos trabalharemos com pesquisa de campo, onde os alunos serão levados a catalogar dados  em seus lares, comercio, na sua comunidade retratando assim a realidade socioeconômica e cultural em que vivem, tendo por base os seguintes itens:
·       Consumo de energia água e gás; ·       Cesta básica; ·       Moradia; ·       Vestuário; ·       Medicamentos; ·       Educação. 
Os trabalhos serão apresentados com a participação de profissionais de outras disciplinas envolvendo também, a comunidade externa a escola. Durante os trabalhos os profissionais de outras disciplinas deverão participar com o apoio nos seguintes temas:
·        Física- Eletricidade, correntes elétricas, potencia de aparelhos e consumo de energia; ·       Química- Termoquímica e estudo das soluções; ·       Biologia- Nutrição saúde e bioquímica; ·       Matemática- Estatística, gráficos, cálculos aritméticos, álgebra, porcentagem; ·       Português- Interpretação de textos referentes aos temas abordados; ·       Geografia- Condição sócio-econômica da região;  ·       Historia- Cultura regional e hábitos alimentares.
Os resultados dos trabalhos deverão estar disponibilizado para a publicação através de: cartilha informativa, cartazes, peça teatral, seminário, etc.
Avaliação:
A avaliação será feita através da observação do processo de elaboração e apresentação dos trabalhos ressaltando o grau de envolvimento do grupo e individual durante todo o percurso.



Escrito por Shirley Maia às 12h24
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As influências da Copa do Mundo em nossa vida

Autores: Rideval Neiva Souza, Talmar Silva Silveira e Marcos Melo

Justificativa:
O futebol é um esporte que agrega e mobiliza a maioria dos povos. Dentro dessa temática analisaremos de que forma  uma competição  internacional, que envolve diversas nações, influencia no cotidiano do torcedor, no aspecto financeiro, emocional e cultural, trazendo benefícios para as comunidades locais onde serão realizados esses jogos.
Trabalhar de forma interdisciplinar poderá potencializar a aprendizagem especialmente se contarmos com a presença das Tecnologias.

Objetivos:
Geral: 
Estabelecer as formas de interação e os aspectos, que modifiquem seu cotidiano, influenciando, no poder econômico, social e cultural, de cada indivíduo dentro de sua realidade.
Específicos:
       Identificar de que forma ocorrem as relações entre nações de etnias diferentes.
       Relacionar os aspectos físicos que influenciam na escolha de sua seleção.
-   Analisar nas diferentes raças os gosto pelo futebol.

Metodologia:
Sensiblização para o início dos trabalhos através da exibição de um vídeo da última copa.
       Pesquisa na internet , jornais e revistas, os países participantes nos aspectos econômicos, políticos, culturais e sociais.
       Definir os grupos e países a serem pesquisados.
       Os alunos terão apoio das disciplinas de:
Informatíca na construção da Ficha de Identificação, construção de gráficos, elaboração de tabelas no Excel;
Matemática no estudo estatístico dos dados;
Sociologia nas relaçoes interpessoais.
Educação Física, na avaliação do condicionamento adequado para o atleta.
No decorrer do desenvolvimento do projeto serão ainda realizados murais, exposições, tabelas e  construção de maquetes.

Avaliação:
Processual e contínua considerando a participação e envolvimento dos alunos em cada uma das tarefas propostas.

Referências:
Videos
http://esporte.uol.com.br/copa/
http://www.copa-do-mundo-2006.com/
http://esportes.terra.com.br/futebol/copa2006/ 



Escrito por Shirley Maia às 12h12
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Festival de talentos

Autoras:Caliane da Rocha Silva, Isabel Cristina Pereira, Leny Silva Santana e Rita de Cássia Santos Bonfim 

Este festival visa desenvolver e apresentar a criatividade dos alunos e demais segmentos da comunidade escolar do Município de Laje, cujo tema é  Sou cidadão Brasileiro”.
A arte é o melhor caminho para expressar a criatividade e originalidade das pessoas. Utilizando as várias linguagens existentes, é possível “colocar para fora” todo o potencial que cada ser humano possui. 
Com foco no aluno, todos devem se envolver, a família, os professores e os funcionários, que terão a oportunidade de exibir seus talentos apresentados pelos alunos, e juntamente com todos os professores permitirá que os artistas “explodam”, exercitando assim o papel de cidadão ativo.
Justificativa
A proposta apresentada despertará o entusiasmo e a criatividade do estudante em pleno momento de formação, uma vez que este valoriza a livre expressão e sensibilização artística do indivíduo, oportunizando aos mesmos, a exposição de suas potencialidades a serviço do bem comum.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, a educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido a experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginaçaõ, tanto ao realizar formas artísticas quanto a ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas. 
É a partir disso que se faz necessário ainda que se crie espaços para que todos os segmentos da escola manifestem seus interesses, curiosidades e ao mesmo tempo favoreçam a partir da temática proposta, oportunizar uma infinidade de ações que visem estimular uma reflexão alicerçada no que tange a sua participaçao  no desenvolvimanto da pátria amada contextualizando o seu cotidiano social mais vivamente, reconhecendo objetos e formas que estão à sua volta, no exercício de uma observação crítica do que existe na sua ciltura, podendo criar condições para uma qualidade de vida melhor.
A família tem papel importante nessa construção dos valores da criança. É a partir do primeiro estímulo dos pais que as crianças cominham seguras nas transformações do mundo que vivem. Ao se sentirem seguras, incentivadas pelos familiares, externam os dons artísticos que possuem.
Deste modo, a escola em parceria com a família terá o papel de intervir no processo de construção do conhecimento artístico, proporcionando assim seu crescimento social e fortalecimento do cidadão brasileiro.
Para viabilizar o desenvolvimento do tema, é necessário que o professor seja um orientador preparado para intervir na condução dos trabalhos, não assumindo a postura de simples observador, mas estimulando o aluno a externar seus talentos.
Objetivos específicos:
# Oportunizar a comunidade escolar lajista externar suas potencialidades;
#  Estimular as produções artísticas em várias árreas;
#  Estimular a família para que veja no seu filho um artista em potencial;
# Proporcionalizar a conscientização na comunidade escolar da importância de sua participação na construção da sociedade.
Operacionalização:
Este festival é dirigido a todos os alunos da Rede Pública do Município de Laje, professores, funcionários e pais de alunos.
O Festival será realizado mediante a apresentação de trabalhos artísticos sobre o tema: Sou cidadão Brasileiro.
Inscrição:
Os pais deverão inscrever o(s) filho(s) segundo a área que irá participar. Esta inscrição será feita na Unidade Escolar que a criança estiver matriculada.
As áreas são:
# Artes visuais: desenho, pintura, colagem, modelagem, escultura, gravura, fotografia, história em quadrinhos, vídeo.
#  Dança: individual, dupla, grupo( 5 min.)
#  Música: composição, interpretação, instrumentalista.
#  Teatro: Monólogo, mímica, dramatização (20 min)
# Dublagem: com expressão corporal
Participação: Os participantes deverão selecionar apenas uma das áreas acima citadas.
Pré-seleção:
O
s participantes passam por um processo de pré-seleção na U. E., onde estudam/atuam na qual será definido o melhor de cada modalidade.
Premiação:
#
Cada participante receberá um Certificado de Reconhecimento ao seu trabalhos.
# As Unidades Escolares receberão um troféu pela participação no Evento.
# Será concedido um Troféu Destaque do Festival 
à Unidade Escolar que se ressaltar em qualidade nas apresentações.



Escrito por Shirley Maia às 11h58
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Projeto Intercâmbio Cultural

Autoras: Delma Xavier Almeida, Denise da Silva Macêdo, Érika Mara, Josenilda Souza e Maria da Conceição Cerqueira

Justificativa:
O intercâmbio cultural proporciona o aprendizado de forma mais ampla, a partir do momento em que os educandos podem trocar experiências com colegas de outras unidades escolares.
Acredita-se que tal projeto promoverá o incentivo cada vez  maior ao ato de estudar bem como a valorização do outro respeitando as diversidades culturais e fortalecendo valores que permeiam as relações humanas e a construção da cidadania.
Visa também oportunizar a ampliação dos conhecimentos característicos de diferentes realidades.
Este projeto está fundamentado na LDB Art. 32, inciso II:
                Art. 32 – O ensino fundamental, com a duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:
               II – a compreensão de ambiente natural  e social, do sistema político, tecnológica, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

Objetivos:
Oportunizar um conhecimento mais amplo do Município para toda comunidade escolar, viabilizando a troca de experiências, com vistas ao incentivo à prática de estudar, bem como, conscientizar os alunos da importância da cultura em cada comunidade ou região, valorizando e respeitando as diferenças existentes e desenvolvendo a comunicação entre os alunos da rede municipal.

Metodologia:
Professores e alunos deverão pesquisar sobre as escolas do município criando parceria de intercâmbio ;
Fazer estudos de vários aspectos culturais, sociais e econômicos que envolvem a escola e a comunidade;
Promover visitas (em dias programados), por unidade as escolas escolhidas;
Preparar material que será utilizado em sistemas de troca (fotos, maquetes, textos, cartazes e correspondências) entre os colegas envolvidos no intercâmbio escolar;
Elaborar criativamente trabalhos de diversos tipos com coerência e objetividade expondo os fatos  de formas organizadas.
Realização de uma feira cultural, no final de cada semestre.

Avaliação:

Far-se-á mediante:

Relatório de como encontra-se a freqüência de conversação entre os alunos;

Avaliação dos passos propostos na metodologia ; 

Relatório do grupo sobre como está o intercâmbio;

Exposição de atividades na feira cultural. 



Escrito por Shirley Maia às 11h23
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Projeto Ouvidoria Setorial

Autores: José Pereira Sampaio, José Raimundo Carvalho Pessôa e Maria de Fátima Pêpe Cerqueira

OUVIDORIA SETORIAL: Um instrumento de controle e participação social a partir de uma conscientização nas escolas  públicas estaduais da periferia das cidades de Valença e Salvador.

JUSTIFICATIVA:

A evolução histórica gradativa  e o conseqüente funcionamento eficiente de Ouvidorias Setoriais nas comunidades pobres das cidades de Valença e Salinas em muito contribuirá para conter os excessos e ações ilegais de vários segmentos do Estado, inclusive suas forças de repressão, através do diálogo constantes, professor e alunos poderão avaliar constantemente os poderes públicos que compõem a estrutura governamental municipal, desenvolvendo uma retrospectiva histórica da formação política dos municípios supramencionados. Essa conscientização  social  possibilitará a melhoria da qualidade do serviço prestado pelo aparelho municipal em suas diversas atividades, permitindo ainda a verdadeira participação social, razão maior da doutrina democrática implementada pela Constituição Federal de 1988.

Faz-se necessário então, definir claramente o papel desse mecanismo, o perfil do Ouvidor, o nível de participação social, o papel do professor, do aluno, da escola, e da comunidade  no fortalecimento desta proposta.

Assim sendo, fica evidente a necessidade de um estudo teórico e diagnóstico do funcionamento de Ouvidorias Setoriais nas periferias das cidades de Valença e Salinas e a conseqüente sugestão de ações e outros aspectos importantes para a consolidação de uma doutrina política pedagógica que esteja de acordo com as necessidades sociais.

OBJETIVO GERAL:

Vivenciar a evolução histórica das cidades de Valença e Salinas, seus espaços geográficos, através de experiências inter-disciplinares, como cidadãos participativos e críticos nas comunidades em que estão inseridos.

ESPECÍFICOS:

Descrever o processo histórico das cidades  e diagnosticar o grau de participação social existente no processo educacional;

Identificar parâmetros para a otimização de ouvidorias setoriais nos municípios, em consonância com os anseios da comunidade;

Dramatizar ações de cidadania através de situações vivenciadas pelos alunos na sua vida cotidiana.

METODOLOGIA:

Considerando a temática, o trabalho será desenvolvido inicialmente através de pesquisa exploratória nas escolas públicas e terá como instrumentos utilizados para a operacionalização, questionários, entrevistas, utilização das novas tecnologias e atividades educativas nas escolas e comunidade que compõem as duas regiões em questão. 



Escrito por Shirley Maia às 10h57
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Projeto Leitura

Autores: Jamiles Oliveira, Osmando Barbosa, Robério de Oliveira, Rosidalva Costa e Uilson Bonfim

Apresentação:

O referido projeto destina-se aos alunos de ensino fundamental da rede pública. O mesmo visa estimular a leitura dos educandos deste município proporcionando-lhes oportunidades em fazer uso da linguagem escrita e oral, para uma melhor apreensão e vivência do mundo que o cerca.

Justificativa:

É notório dizer que o educando traz consigo um saber prévio de experiência que ao longo do tempo é modificado pelo meio em que vive. Contudo, quando este indivíduo tem somado a suas experiências ao mundo das letras ele poderá sentir-se pleno capaz de discernir comportamentos, atitudes e valores tornando-se um cidadão crítico.

Através dos significados vistos nos livros é que são oportunizadas diversas realidades nas perspectivas de ampliar os conhecimentos e que no futuro poderão ser utilizados para diminuir uma situação adversa na realidade educacional que é o analfabetismo, ou seja o desconhecimento da palavra e não interpretação das ações pertinentes ao mundo da escrita.

Impulsionado pelo professor, este projeto desina-se ao estudante, pois a razão primordial é despertar no educando curiosidades nos acontecimentos da vida, explorando com sabedoria e conhecimento despertando significado do mundo das letras.

No desenvolvimento do projeto serão respondidas questões como: o projeto de leitura influenciará o aluno no hábito de ler? Qual os benefícios que este projeto trará para os alunos e para  a escola?

Como o aumento da capacidade crítica do educando poderá ser influenciada? De que forma será estimulada a interpretação de textos científicos e/ou tecnológicos? De que maneira os diferentes professores irão interagir de forma interdisciplinar na condução do projeto?

Essas questões conduzirão as pesquisas e o desenvolvimento do projeto, estimulando a participação do educando.

Orientações metodológicas:

O projeto, tendo início no dia 10 de abril do ano em curso deverá levar o aluno conforme o seu interesse e adequação á cada série, a pesquisar interagir no mundo do conhecimento, através de livros lidos na biblioteca da escola, espaço adaptado pelo professor e trabalhos científicos.

A ação pedagógica orientada por todos os professores (em especial aos de língua portuguesa, educação artística e física) em sala de aula deverá constar de literatura pré selecionada (de 10 a 15  títulos pelos professores e alunos respectivo nas série estudadas, dessa forma deverão ser trabalhada as seguintes atividades: Desenvolvimento de técnicas de leitura; Rodas de resenhas; Realização de pesquisas; Produção de diversos tipos de textos; Confecção de cartazes; Histórias contadas e dramatizadas; Peças teatrais; Jogos de brincadeiras na exploração de textos; Jograis; Confecções de desenhos e criação de espaços para apresentação de leituras; Poesias; Pinturas.

Avaliação:

O professor deverá avaliar o aluno através de acompanhamento das atividades desenvolvidas, criando para tanto alternativa que comprovem se o aluno realmente leu os livros registrados. A avaliação das apresentações contará para a classificação na escola, com o voto do aluno este deverá ser estimulado sobre a importância de escolher o representante da sua escola. O aluno deverá observar todas as apresentações e no dia 25 de abril em uma urna exposta na escola  e eleger as duas melhores apresentações de 1ª e 2ª opções. As escolhas das produções contará também com a opção feita pelo professor, coordenação e direção.

 



Escrito por Shirley Maia às 10h48
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Projeto Cesta de Produtos


Autores: Adelmir Ramos, Regene Silva, Rosa Lúcia Lima e Samara Lins

TEMA: O uso dos conceitos matemáticos na vida cotidiana.

JUSTIFICATIVA
Na sala de aula os educandos tendem a considerar os conceitos matemáticos apenas como uma obrigação para obter as notas necessárias para concluir os estudos. Não relacionam os assuntos tratados na escola com os acontecimentos rotineiros da vida fora da sala de aula e encaram a aprendizagem como um processo de reprodução de informação.
Neste sentido Zabala (1998, p. 90-91), afirma que o professor deve utilizar várias estratégias na estruturação das intenções educacionais com seus alunos, pois, de acordo com a concepção construtivista, ensinar envolve estabelecer uma série de relações que devem conduzir à elaboração, por parte do aprendiz, de representações pessoais sobre o conteúdo objeto de aprendizagem.
Não se observa, também, a possibilidade de relacionar os conteúdos da disciplina com os eventos da vida cotidiana ( estações do ano, colheita, saldos da conta bancária, partidas de xadrez e dominó). Desconhecem a importância da contribuição da matemática para os jogos.
Diante dessa realidade, pretende-se neste projeto uma interação entre o ambiente escolar e as relações sociais da comunidade onde o educando está inserido. De acordo com o pensamento de Freire (1997) apud Andrade, a pedagogia de projetos possibilita uma reflexão sobre a realidade social e as condições de vida da comunidade da qual o grupo faz parte, analisando-as em relação a um contexto sócio-político maior e elaborando propostas de intervenção que visem transformação social.

Cronograma de atividades
Atividade 01
- Construir a tabela cesta de produtos (ANEXO 02) na planilha do excel.
Atividade 02 -Solicitar que os alunos visitem a feira livre e pesquisem os preços dosa alimentos relacionados na cesta de produtos.
Atividade 03 – Inserir na cesta de produtos do programa excel os preços pesquisados na feira.

Atividade 04 – Calcular os preços de acordo com as unidades comercializadas.
Atividade 05 – Solicitar uma nova visita à feira para colher informações a respeitos dos feirantes que além de comercializar, cultivam os alimentos.
Atividade 06 – Elaborar uma tabela com os nutrientes de cada alimento.
Atividade 07 – Construir um mural com as informações adquiridas.
Atividade 08 – Elaborar um jornal para que a comunidade escolar e as famílias tomem conhecimento sobre os produtos da região que geram renda para a comunidade.



Escrito por Shirley Maia às 10h40
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Educação Ambiental

Autores: Ana Celina Dos Santos, Edilton Arandiba de Solza, Elizabete da Hora Oliveira e Enéas Chaves Soares

Apresentação

O meio ambiente é um tema que vem ganhando uma imensa importância para o mundo. O Brasil é  o país que se destaca no mundo pelas riquezas em sua biodiversidade, mas que em contrapartida possui uma população extremamente empobrecida, que ao buscar garantir a sua sobrevivência interfere de forma desordenada e inconseqüente sobre as questões ambientais.

Fome, sobrevivência, ignorância, falta de amor, ganância.... são elementos graves que vêm favorecendo a destruição e o desequilíbrio da natureza, projetando um tremendo desastre para o futuro da humanidade. A implantação desse projeto tem como foco de ação a escola, o aluno e a sua comunidade, objetivando assim, proteger a biodiversidade local e garantir a qualidade de vida do seu cidadão.

 

Justificativa:

O presente projeto de Educação Ambiental representa o embrião de posturas coletivas, sólidas e conscientes – professores, direção, funcionários, coordenação pedagógica e comunidade- que decidiram construí-lo com o  objetivo de atuar sobre o conhecimento do aluno, para que ele desenvolva um juízo crítico sobre as questões ambientais, locais e globais, tema que vem ganhando uma imensa importância para o mundo. Este projeto visa oferecer aos alunos a oportunidade de conhecer a sua origem histórica, social e cultural, despertando o interesse e o respeito aos aspectos da biodiversidade, local e global, como uma realidade que nos enriquece e completa, despertando em todos envolvidos a consciência da grandeza do patrimônio histórico- ambiental dos ecossistemas brasileiros, em especial o da nossa região. Projeto de cunho pedagógico social de caráter interdisciplinar que possui como eixo dinamiza dor a conquista da cidadania, da liberdade de expressão, do diálogo, do respeito e da responsabilidade com a vida, com o outro e com o meio ambiente.

Uma ação que envolve corpo escolar, direção, docentes, discentes, representatividades civis e a comunidade e visa não a mera reprodução de conteúdos para “ passar de ano” , mas oferecer aos alunos a oportunidade de se apropriarem deles como instrumento para refletirem e transformarem sua própria vida, fortalecendo, assim, o elo das suas relações com a família e a sua aprendizagem, que irão autodirecionar a efetivação dos procedimentos na realização dos trabalhos e que compartilhão os resultados da sua aprendizagem publicamente.

 

Objetivo – Possibilitar que docentes, discentes e comunidade em geral reconheçam a necessidade premente do ser humano em se relacionar com o meio ambiente, de forma sensível e responsável, despertando valores, atitudes e condutas que fortaleçam a consciência de todos em proteger, recupera e conserva o meio ambiente de forma sustentável, não comprometido às gerações futuras.

 

Competências a serem desenvolvidas pelo aluno:

- Saber apreciar, valorizar e conservar os recursos da natureza

- Estabelecer diferenças entre; Um meio ambiente equilibrado e saudável e local poluído ou degradado;

- Respeitar as pessoas, os seres vivos e as coisas.

 

Metodologia:

A cada abordagem realizar experiências concretas com materiais e objetos do meio ambiente local e usar vários tipos de atividades pedagógicas como suporte; vídeo, música, textos, fotografias, recortes de revistas e jornais, e outros para enriquecer o processo de construção dos saberes.

Promover a organização e o registro das informações de forma moderna e criativa.

 

Conteúdos abordados

- Conceituais: Conceitos sobre Ecologia, Meio Ambiente, Ecossistema e Sustentabilidade, Biodiversidade, Nicho Ecológico, Reciclagem, Lixo e coleta seletivo, água e outros aspectos relacionados ao meio ambiente em que vive.

Etapas de operacionalização do projeto nas áreas: Língua Portuguesa-  Matemática- Ciências- História- Geografia- Educação Artística- Educação Física

 



Escrito por Shirley Maia às 10h06
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Educação Ambiental

Autores: Maria do Amparo Coutinho, Maria José da Silva, Roberto d´Oliveira Lins e Sueli Santana dos Santos de Araújo.

 Educação Ambiental

Sub – tema: Manejo de resíduos sólidos domiciliares e implicação na saúde-pública (considerações).

Justificativa:

No mundo de hoje, a educação ambiental é pertinente a todos os segmentos sociais, logo priorizar o social é absolutamente fundamental para entender o espaço geográfico. o aluno deve compreender a realidade em que vive e conseguir perceber que o espaço é construído,  que neste  processo de produção  local e regional,  entender que toda a sociedade é responsável por este contexto.

Em se tratando de escola pública, ensino fundamental e médio, é justo que se faça uma abordagem sobre o manuseio de lixo, já que é um assunto que inquieta professores e alunos.

Trabalhar esse projeto de foram interdisciplinar, incluindo além de geografia outras disciplinas...

Identificar o lixo como uma problemática do homem moderno, como conseqüência das próprias atividades cotidianas.

 

Objetivos:

Identificar o lixo como uma problemática do homem moderno, como conseqüência das próprias atividades cotidianas.

Verificar através dos vários estudos e pesquisas a importância do bom manejo do lixo no dia a dia.

Observar que o lixo pode trazer benefícios e malefícios para a sociedade.

 

Procedimentos:

Levar para a aula fotos da cidade, de lixões, filmes, etc.

Deixar os alunos livres para produzir, na escolha dos sub-temas e sub-tópicos.

Partindo de um desenho/figura, de uma situação existencial real ou construída pelo alunos. Divisão de grupos e sub-grupos: entrevistas, visitas, pesquisa de campo e na comunidade com o apoio dos profissionais das diversas áreas, como: português, ciências, matemática, história, artes e outras.

Levar o tema para a sala de aula e distribuir os temas por equipes, grupos, por opção dos sub-temas.

Confecção de textos, histórias em quadrinhos sobre o lixo, dramatizações, exposições de fotos, trabalhos manuais, oficinas ecológicas, visitas orientadas a setores como:feiras, ruas, bairros, lixões, bares e restaurantes,aterros sanitários

Entrevistar pessoas da escola (coordenadores, professores,pessoal de apoio) e pessoas da comunidade pertencentes ao ramo de: bares, restaurantes, hotéis, clínicas, feirantes, catadores de lixo, etc.

Durante a realização desse projeto, o professor poderá fazer questionamentos do tipo: que destino tomará o lixo? Que contaminantes químicos podemos encontrar no lixo? Quais os materiais que podem ser encontrados no lixo? Quais as doenças provocadas pelo manejo do lixo? O lixo pode se constituir no bem ou mal para a sociedade? De que maneira nossa cidade maneja o lixo? Qual o destino a prefeitura da cidade faz do lixo? O lixo pode ser uma opção de vida para uma pessoa? Você já ouviu falar em  ICMs ecológico? Pode haver inclusão social através do setor lixo?



Escrito por Shirley Maia às 09h49
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Mais um artigo importante para reflexões. Para conhecê-lo na íntegra, consulte o site aqui. Bjos

Do que o ser humano precisa para aprender?
Ana Cristina Simor da Silva Leonardi

Ao partir para a experiência educativa em instituição de Ensino Fundamental com estrutura física precária, trabalhando com crianças entre nove e treze anos que cursavam a quarta série do ensino fundamental, penso que como educadora, busquei neste período trabalhar em conjunto com a escola e com os alunos no intuito de fazer da prática pedagógica uma vivência valorosa e significativa. Nessa relação consegui aproximar a teoria e a prática proporcionando um espaço dialógico em relação às situações vivenciadas e a operacionalização da construção de um saber crítico em função do social buscando viabilizar um processo interdisciplinar e contextualizado mesmo em um ambiente pouco comum para uma sala de aula em função da desestruturação física. Tenho clareza de que a atitude de conscientizar para a atuação na sociedade está em facilitar mediações com o conhecimento para que o educando construa, na sua continua formação, uma representação de si mesmo e do mundo do qual é parte e que possa por meio dessa mediação agir, refletir e agir novamente sobre a realidade próxima.

O educador e o educando que vivem o cotidiano da escola percebem que as condições para o desenvolvimento da aprendizagem pela interação são dadas a partir do momento em que a instituição escola oportuniza o encontro de indivíduos éticos e diferentes que possuem criatividade inesgotável e que entendem aprender e ensinar como parte deles mesmos, no momento em que o educador e o educando se encontram numa relação interpessoal, não depende exclusivamente do ambiente, o trânsito do conhecimento. A matéria prima com a qual se trabalha nas vivências escolares está no envolvimento dos sujeitos no processo educativo, no que diz respeito ao desafio de reinventar de forma autônoma, a relevância da escola no contexto em que vivemos hoje.

Entendemos que quando há o encontro dos agentes do processo educativo esse período também se caracteriza pela riqueza de troca de vivências que nele pode ocorrer. Acontecem trocas em função de que a instituição de ensino se transforma no lugar para que as pessoas que acreditam na escola como aquela que promove o sucesso da educação esparjam sua criatividade em experiências positivas e significativas nas mais diversas áreas do conhecimento, viver a educação ( seja em belos prédios ou em salões paroquiais ) está em pensar no aluno e no professor como contribuintes no desenvolvimento da escola e como sujeitos no processo de aprender, desaprender e agir para construir o saber na escola e fora dela.

Ao pensarmos que o educador e o educando se movimentam dentro da escola com o conhecimento que já possuem sabemos que o que eles aprendem e ensinam, e que isso é tão parte deles mesmos, de modo que afloram informações, expectativas, experiências equipadas para elaborar os planejamentos das aulas e fundamentalmente pensar do que o educando precisa para aprender. Portanto quando pensamos em uma vivência positiva do educador e do educando que procuram informações que os façam crescer e desenvolver um conhecimento significativo e útil para suas vidas, observamos que o bem comum e o bom senso devem prevalecer. No decorrer dessa experiência pude pensar no nosso trabalho, de educadores, como forma de propensão ao desafio de situar a escola na sociedade como instituição de importância, relevância e merecedora de infra-estrutura suficiente para acolher seus educandos na medida em que busca no seu fazer diário, responder as problemáticas que envolvem ética, relações intrapessoais, relações interpessoais, autonomia, cognição, política e estética.
(...)
Quando me vi inserida nesse contexto de reforma, barulho constante de conversas entre alunos de salas diferentes, pouca iluminação, recursos insuficientes enfim, um local totalmente fora do que se espera ser um lugar favorável a aprendizagem, percebi que o educador é como um facilitador, um orientador que coordena o processo de ensinar e aprender através de experiências interessantes e desafiadoras como esta. Ele questiona, constata, indaga, investiga juntamente com seus educandos e suas escolas, confronta idéias na busca de um saber significativo para o grupo. A minha experiência em conjunto com os educandos que estavam diretamente ligados a mim, se caracterizava pela busca constante de estratégias que pudessem superar as dificuldades apresentadas pelas circunstâncias, dessa forma procuramos transcender a escola e encontrar na comunidade próxima dados que pudessem se transformar em conhecimento significativo e pertinente.

(...) As aulas aconteciam a cada dia melhor e com melhor aproveitamento. Neste ambiente conseguimos interagir com o conhecimento que nos era apresentado e por intermédio de leituras, jogos, produções textuais vimos a importância de compartilhar com nossos colegas as nossas próprias hipóteses e conclusões. Como educadora observei o quanto cada educando se preocupa com a aprendizagem do outro. E assim verifiquei que além do interesse, para aprender o homem precisa de colaboração e socialização do conhecimento.

Dentre outras razões que fazem o homem aprender estão estas citadas acima, penso que esta minha experiência contribuiu, auxiliou e construiu novos conceitos em minha práxis pedagógica. Refletir acerca das condições em que muitas de nossas escolas e educandos estão atualmente nos remete a ações preocupadas, comprometidas e co-responsáveis de exercer efetivamente a função de educadores. Pensar que apesar da precariedade física educadores e educandos estão se dispondo a se fazer presentes, sujeitos ativos do próprio conhecimento dentro e fora de sala de aula transformando a pobre realidade em enriquecedora experiência, não minimiza o problema só faz pensar o quanto a educação poderia ser melhor se os recursos físicos básicos fossem atendidos.



Escrito por Shirley Maia às 23h13
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Professor-líder: muito além de palavras e números

Mônica Ferreira

Falar do professor é assunto que não se esgota. É sobre ele e para ele que o olhar se volta ao se refletir sobre educação. Um olhar sobre a prática, o fazer, o pensar educativo, sobre a condição e a identidade desse profissional. Quanto mais nos aproximamos do cotidiano escolar, mais nos convencemos de que a escola gira em torno dos professores. São eles que fazem e reinventam. São eles os protagonistas em plena ação. São eles regente e maestro. São eles que devem incorporar o verdadeiro papel da liderança.

Desafios do educador
Mas como conciliar tão importante papel, quando, na verdade, vivemos um momento tenso, repleto de dúvidas muito mais do que de certezas? Quando a mudança de postura do professor é inevitável e reconhecida mas, ao mesmo tempo, fonte de insegurança? Quando também se percebe sua imagem desfigurada, como um velho e apagado retrato de família – uma imagem distorcida daquilo que realmente representa? São muitas as situações adversas para a função do educador. Inúmeros os desafios, constantes as cobranças. E não há, nesta abordagem, a pretensão de acabar com as dúvidas, de trazer certezas. Ir atrás de certezas mataria a riqueza pedagógica. Pretende-se, menos ainda, dar respostas ou receitas. O que se busca é uma reflexão acerca do verdadeiro papel do professor.

Esse papel é instigante, pois, como afirma Juan de Mairena, "a finalidade de nossa escola é ensinar a repensar o pensamento, a 'des-saber' o sabido e a duvidar de sua própria dúvida; esta é a única maneira de começar a acreditar em alguma coisa." Assim, torna-se cada vez mais urgente a necessidade do professor de mobilizar o máximo de competências que permitam enfrentar a complexidade do mundo e as próprias contradições. É imprescindível aliar a competência técnica e a interpessoal em suas ações.

Transformação Competência técnica é o know-how necessário para transformar as práticas pedagógicas, explicitando e confrontando pontos de vista, explorando coletivamente novas vias pedagógicas, mobilizando e desenvolvendo permanentemente novos saberes, entre os quais, os de inovação. Já a competência interpessoal é indispensável, principalmente na revisão de posturas diante da atual complexidade na qual a escola está inserida.

A escola é palco de tensões e conflitos. Canalizá-los é essencial para a formação de uma unidade produtiva na qual o espaço educativo transforma-se em espaço de confiança e de aprendizagem. Daí ser necessário optar pelo modelo de gestão participativa, com orientação para as relações humanas, na busca de situações de formação de sujeitos éticos, autônomos, responsáveis e solidários, capazes de ver, na incerteza, uma possibilidade. Assim, a competência interpessoal deixa de ser intenção filosófica e se torna uma possibilidade pedagógica, e a especificidade do saber docente ultrapassa a formação acadêmica, abarcando a prática cotidiana e a experiência vivida.

Essas duas competências, aliadas, estimulam a apuração dos meios de análise e ajudam a tomada de decisões, ampliando o leque de soluções viáveis e permitindo uma melhor reação às incertezas e o aprendizado para gerir, de forma mais eficaz, a complexidade da função de educador. A evolução da educação/escola depende, sobretudo, dos seus profissionais. É, portanto, necessário construir novos horizontes, o que significa transformar o discurso em atitudes concretas. O professor precisa tomar as rédeas desse processo, pois, qualquer que seja a disciplina que lecione, ele transmite, simultaneamente, a sua filosofia de vida. Também é importante que haja atualização e desenvolvimento constantes, feitos com espírito crítico, levando em conta o que é relevante para os alunos e para si próprio.

O professor torna-se, assim, essencialmente um líder, aquele que conduz porque aponta caminhos e porque gera confiança. Aquele que promove, no exercício do seu trabalho, o conhecimento inovador, que tem solidez teórica e é capaz de transformar as práticas, superando o mero fazer. Esse líder surge por intermédio do empenho profissional e do desenvolvimento das competências interpessoais, estabelecendo uma mediação democrática. A liderança que assim exerce, ao invés de baseada na legalidade da posição do professor, decorre de sua legitimidade. Fica ligada aos papéis inerentes ao exercício da docência e se expressa em situações nas quais a competência do professor o credencia como aquele que melhor articula o processo de construção do conhecimento, trazendo à baila o compromisso ético que deve ser o norte de toda a aprendizagem.

Cinco aspectos devem ser ressaltados na postura do educador:

1. Buscar o autoconhecimento
À medida que olha para dentro de si, reconheça os próprios sentimentos e desenvolva novas habilidades para lidar com eles. O professor-líder deve se perguntar: Quem sou eu? Onde estou? Onde quero chegar?

2. Desenvolver a automotivação
Fernando Pessoa melhor traduz esta necessidade: "Para ser grande, sê inteiro: nada / Teu exagera ou exclui. / Sê todo em cada coisa. Põe quanto és / No mínimo que fazes. / Assim em cada lago a lua toda / Brilha, porque alta vive."

3. Ter foco na comunicação
O professor-líder prioriza a autenticidade, a serenidade e a coerência na sua comunicação, pois, assim, gera no aluno confiança, consideração e interesse.

4. Investir na formação de vínculos afetivos
Acreditando na pessoa e compreendendo seus limites individuais, o professor-líder recupera a afetividade na escola, não somente do afeto que consola, mas também do afeto que impulsiona porque aponta caminhos e reconstrói a esperança.

5. Praticar seu poder de ação Quem apenas reage às situações não utiliza o seu poder de ação, e é ele que transforma a nossa vida.

Em O Grande Ditador, Charles Chaplin disse: "Pensamos demais e sentimos muito pouco. Mais do que inteligência, precisamos de bondade e compreensão". A capacidade da liderança traz consigo essa possibilidade. O professor-líder é ainda aquele que acredita no poder do sonho – o sonho que livra da domesticação imposta pela rotina. Para isso, ele compromete as pessoas, e elas passarão a seguir o sonho, não mais o líder.
 


Escrito por Shirley Maia às 00h05
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Caros professores,
Esses são as cinco ações cerebrais necessárias para que a aprendizagem aconteça e que Celso Antunes batizou de M.E.L.A.M.A:
M emória
E moção
L inguagens
A tenção
M otivação
A ção
Não esqueçam, tá certo?



Escrito por Shirley Maia às 10h41
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